Capitalismo

Homens máquinas

Não sois homens. Máquinas é o que sois. Eis a máxima do capitalismo. Manter o homem sob a opressão trabalhista é a tarefa desse sistema opressor. Chaplin já percebia isso ao proferir aquela máxima inicial ao contrário. O problema é que os donos do mundo a veem como exatamente está aí. E parece que nada os detêm.

Não é prazeroso estar em um antro podre, onde só o que se passa é o espírito de produção desenfreada, visando o consumo, o enriquecimento e fazendo do operariado mero objeto-máquina. Este serve apenas como instrumento de produção. Em troca disso, lhe dão recompensas que dá apenas para sobreviver, para que, vivo, possa dar continuidade a todo o processo em jogo.

Não se pode dar bem-estar excessivo aos operários. É preciso apenas deixá-los vivos e, talvez, saudáveis. O bem-estar excessivo pode causar acomodação, e isso é tudo o que a opressão não quer.

O problema do capitalismo não está no seu fim último, mas sim, no seu meio. Em outras palavras, a modernização, que tem como causa principal o modo capitalista de ação, não é um fator negativo. Este fator encontra-se na exploração do operariado, o qual é considerado máquina produtiva e, consequentemente, desumanizado.

Um homem submetido à lógica capitalista é um homem mecanizado. Sua estrutura é definida para servir e para produzir constantemente, sem cansar-se. O operário é uma máquina. Só recebe combustível para manter-se trabalhando. Não há humanização nessa prática exploratória.

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